Chaves acolheu Congresso Internacional de Animação Turística
O evento contou com a presença de mais de 30 especialistas e cerca de 200 congressistas
A Associação Portuguesa de Animação e Pedagogia (APAP), em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – Pólo de Chaves, organizou o “I Congresso Internacional de Animação Turística”, que decorreu no passado fim-de-semana, 27 e 28 de Março, na cidade de Chaves. O evento contou com a presença de mais de 200 participantes e foram apresentadas 32 comunicações de especialistas convidados, vindos de Portugal, Espanha e Brasil.
Américo Nunes Peres, Presidente da APAP, considerou que o congresso “foi um momento excepcional de debate, reflexão, partilha e aprendizagem”, revelando que “os objectivos propostos foram alcançados, quer em número de participantes, quer no conteúdo das comunicações apresentadas”, destacando que “a animação turística deve fomentar a participação das pessoas à volta de projectos de desenvolvimento local, regional, nacional e internacional e projectar no turismo as dimensões sociais, culturais e educativas, bem como a preservação do património cultural, numa perspectiva da participação comunitária, aprofundando os contributos que a animação turística confere a uma cidadania activa, plasmada numa democracia assumida e vivida que rejeite práticas ritualizadas e cristalizadas”.
Ao longo de dois dias de trabalho, no Novo Auditório Municipal de Chaves, cruzaram-se diversos olhares, repensaram-se diferentes realidades, apresentaram-se iniciativas consolidadas e novos projectos de Animação Turística. Os trabalhos iniciaram-se na Sexta-Feira, dia 27, com a sessão de abertura, que contou com as presenças do presidente da APAP, Prof. Doutor Américo Nunes Peres; o presidente da Câmara Municipal de Chaves, Dr. João Batista; o presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, Dr. Melchior Moreira; o Vice-Reitor, Prof. Doutor Jorge Azevedo; e o Governador Civil de Vila Real, Dr. Alexandre Chaves.
No Painel I “Animação, Turismo, Artes e Património”, foram apresentadas comunicações sobre EcoTurismo, Etnicidade, Música e o Teatro como meio de Animação Turística. Na Mesa Redonda da tarde foi destacado o caso da Eurocidade Chaves-Verin. No Painel II, dedicado à “Animação Turística: Participação e Desenvolvimento”, tiveram lugar intervenções sobre o Desenvolvimento Local, Participação, Identidades e o caso interessante do “Lado Lunar” da Animação Turística. O dia terminou com a apresentação da peça de teatro “Viagem Turístico-Cultural ao Inferno e ao Paraíso a partir de Gil Vicente” levada ao palco pela “Filandorra – Teatro do Nordeste”.
O segundo e último dia de trabalhos, iniciou-se com o Painel III “Animação Sociocultural, Animação Turística e Tempo Livre” com a exposição de comunicações sobre a relação entre a Animação Turística e Animação Sociocultural, Âmbitos Etários e o caso da Animação Turística na região do Sul da Bahia – Brasil. Durante a manhã, foram ainda relatadas experiências de animação turística, com destaque para os casos do Inatel e o Turismo Sénior, as Práticas Teatrais na Galiza, a Movijovem e o Ecomuseu de Barroso.
A sessão da tarde iniciou-se com o Painel IV onde se apresentaram comunicações sobre as novas áreas e novos espaços de intervenção da animação turística, nomeadamente o Termalismo a Arqueologia, a Hospitalidade e o Turismo.
Os trabalhos terminaram com a apresentação das experiências das Termas de Chaves, do Turismo Cultural e Religioso e dos concelhos de Ponte de Lima e Valpaços.
O encerramento do congresso esteve a cargo da organização que salientou a oportunidade de debate e reflexão que este congresso proporcionou bem como a qualidade e pertinência das comunicações apresentadas que trouxeram ao congresso visões diversas sobre a configuração e a importância da animação turística no desenvolvimento dos territórios, realçando que é indispensável que a animação turística não sirva para matar o tempo (ir de férias e vir mais cansado do que quando foi), mas que ajude o turismo a transformar-se em experiência de ócio e projecte os territórios com as suas identidades e autenticidades em ofertas turísticas que vão mais além da economia de serviços em direcção à economia de experiências. Finalmente, foi endereçado um agradecimento a todas as instituições e individualidades que participaram e apoiaram este congresso.
Nota de destaque merece o livro de actas publicado neste congresso que compila todas as comunicações apresentadas durante os dois dias de trabalho. Esta obra está composta por estudos e ensaios heterogéneos, ainda que todos tenham como denominador comum a Animação Turística.



